Quando o dia amanhece alegre e você está revolto em sua própria rebeldia, enclausurado pela labareda dessa segunda-feira.
Use preto.
Ilustração: Santos Henarejos
Quando o dia amanhece alegre e você está revolto em sua própria rebeldia, enclausurado pela labareda dessa segunda-feira.
Use preto.
Ilustração: Santos Henarejos





Já pensou no número de passos que uma pessoa dá por dia? Já imaginou ainda por ano? São milhares de milhões de passos sendo dados a todo momento, por gente para dedéu ao redor do planeta. São muitas ruazinhas servindo de caminho por aí. Um sem-número de texturas, areia, grama, concreto, até paralelepípedo. A gama é fantástica, uma variedade das mais absurdas. Isso para não dizer dos tipos de sapatos, além dos pés descalços que também correm, tênis esportivos, chinelos, tamanquinhos de madeira, salto-agulha, mocassim, verniz, sapatilha. Olha, vou ser sincero, são inúmeros modelos do arco da velha, tem para todo mundo.
A partir de hoje, precisamos encontrar um meio onde passômetros podem gerar energia para este planeta! Afinal, nem todos que vagueiam por aí, estão perdidos, né?
Com vocês, as meias desenhadas Les Queues de Sardines.
Na dança do movimento, às vezes olhamos o todo e, de repente, desgostamos. Vira uma situação carcerária interna, sôfrega, desilusória. Bate um vazio. Parece que a vida perdeu o passo, destrilhou. A coreografia não orna com a melodia, estamos definitivamente fazendo alguma coisa errada, acabando com a nossa saúde.
Hoje descobri a saída perfeita: Os pares. É preciso conectar esses com aqueles, essa cor com aquela, cada coisa na sua vez, por vez. De manhã, isso, assim, aquilo também. Depois, respire calmamente, quebre o carreirão, mastigue. Mais tarde, a outra coisa, uma só, lerda e lenta, bem feita, bonita de ver. Junte com ela, pela cintura, deslize-se, deslize-a.
Ilustração: Anja Mulder
Não existem fronteiras para os jet-setters, as principais capitais do mundo já estão batidas e servem para, além de fontes intensas de novidades e tendências, apenas como ponto de partida para destinos mais insólitos.
Normalmente eles aterrisam nas cidades ícones do manual de sobrevivência – Londres, Paris, NY, Berlim e, inclusive, São Paulo – já portando o esboço do itinerário em mãos. Requisitos básicos: Alguns poucos restaurantes novos de um chef estrelado (ou apostado por um grande nome), abertura de galeria de arte de algum conhecido (eles tem muitos amigos em todas essas cidades como se morassem ali), um rasante nas lojas mais emblemáticas da cidade, onde os vendedores já o conhecem e o fim de noite no mesmo restaurante de sempre, com os mesmos melhores amigos de sempre, a turma dos it’s que todo o resto do mundo sabe os nomes mas não fazem a menor ideia do que fazem. Essa é a diferença entre os jet-setters e os muito ricos. O primeiro grupo, verdade seja dita, não tem tanto dinheiro assim. Eles consomem fervorosamente a lista de tendências supertrendy do mercado – entre restaurantes, bares e, inclusive, cidades – Só vão a galerias na vernissage, para conversar e atualizar o networking, bebericar champagne e passar o olho em algumas obras para se inteirar do papo, só compram um único item da sua loja favorita – uma lembrancinha para não deixar passar batido ou um super objeto de desejo insinuante já calculado e repensado com antecedência e que irá lhe custar algumas parcelas de enxaqueca e superação pessoal.
A estória inteira, após o jump.







É duro constatar que não pertencemos a algum lugar, a um nicho, à turma da escola. Existem dois tipos de ciclos sociais, os que almoçam com o pessoal do escritório, ou os que passam a hora do almoço na banca de revistas internacionais.
Dizem que é preciso acompanhar o ritmo das sombras, andar com a correnteza, seguir o rumo do horizonte, obedecer a bússola. Porém, como é que poderíamos nos sobressair, se formos iguais a todo o resto? A partir de hoje, é preciso ser diferente, não importa como. Criar a sua própria visão de mundo, rir da opinião pública, questionar as pequenas regras do mundo e usar uma peça de roupa absurdamente inusitada.
Com vocês, a campanha para a coleção de Primavera da Caulfield, marca (nova e fresh) de Los Angeles liderada por Vincent Flumiani, inspirada pelo icônico livro “Catcher in the Rye” (“O Apanhador no Campo de Centeio”, em português) de J.D. Salinger, falecido recentemente.
Após o break, mais imagens.
Sobretudo no fervor do momento, é preciso ultrapassar a adrenalina com punho firme. Repensar as ações, medir os prós e os contras, cogitar os insucessos e, por fim, se jogar sem medo de ser feliz!
Porque, sobre a face desse mundo, não existe coisa mais dantesca que gente paspalhona. A partir de hoje, arrependimentos do que não foi feito serão inadmissíveis.
Ilustração: Chrissie Abbott
Idade, onde vive, o que faz? 32 anos, Paris, designer de acessórios Não dá para começar de outra forma, qual teu signo? Peixes e no chinês serpente Huum, o que você tem amado, ultimamente? Trabalhar, passear e dançar Lê alguma publicação? Vogue, Numéro, Art Press, Telerama… E de olho nos blogs E livro, tem lido? A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari Kawabata Sites nos favoritos? Blogs de arte e moda, astro.com, atualidades e a metereologia O que tem tocado no seu iPod? Playlist do querido DJ Juliano Lopes. E a chique Híndi Zahra, que tenho escutado direto Qual foi o lugar mais interessante que você foi nos últimos 12 meses? Monumento Russo em Berlim, foi bem dramático e tive a sorte de estar bem acompanha e ver um por-do-sol absurdo Se pudesse encher seu armário de algum estilista, qual seria? Difícil… Gosto de misturas, mas se tivesse que escolher um, seria o Yves (Saint Laurent) vintage Qual marca tem te chamado atenção e por que? Balenciaga, porque é sempre lindo! 3 programas imperdíveis para quem visita sua cidade? Passear pelas ruas de Paris e se perder um pouquinho… Visitar o Musée Gustave Moreau e jantar no restô Le Chateaubriand Se você pudesse levar algo do Brasil para a França, o que seria? Um monte de pessoas queridas! E uns supermercados 24hs Último consumo? O catálogo da exposição do Soulages no Beaubourg Agridoce, hoje? Vender Viagem mais absurda e o por quê? Bahia, simples e sempre Se você fosse um personagem de um filme, quem seria? Dependendo do dia, guerreira Kill Bill ou poética Eric Rohmer Lugar certo para um 1º encontro? Ile St Louis + Vinho branco gelado+ Ostras Profissão ideal? Aquela que você escolher e conseguir viver avec Você tem um gadget favorito? Meu Mac Qual sua cidade preferida no mundo e por quê? Hoje, São Paulo, porque estou longe Que comida melhora o teu humor? O sublime tiramisù de chá verde do restaurante Ploum perto do Canal Saint Martin Você tem algum tipo de guru? Claro alguns, minha astróloga no topo da lista!
O mês de Janeiro normalmente reserva dias de muito descanso, em vários sentidos. A cidade ainda parece que está pegando no tranco, apalpando com certa cautela, ressabiada.
E para nos despedirmos desse ar distante de colina, este final de semana trouxe consigo ótimas aberturas de exposição e algumas outras descobertas deliciosas na cidade. Teve gente que preferiu ir para a praia aproveitar os últimos suspiros das férias, outras quiseram ver a cidade mais tranquila pela última vez antes do carnaval. O cardápio variado corria entre arte, comidinhas, bar com os amigos, muito papo das aventuras de férias, lojinhas e alguns (grandes) lançamentos no cinema.
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A melhor saída para abrir uma semana cheia de novos rumos, descobertas e boas surpresas é levantar a antena, sintonizar-se com a melhor estação e deixar que as ondas mais energizantes tomem conta do seu corpo. Se deixe levar!
Ilustração: Emre Güven



É verão no hemisfério sul. Ainda é tempo de fugir para algum paraíso selvagem ainda intacto de contato humano e esquecer do mundo cruel da cidade grande.
Claro que, sabemos nós, é preciso de um mínimo de aparato praiano para garantir dias relaxantes à beira do atlântico. Com o intuito de minar quaisquer hipóteses de esquecimento de itens essenciais que jamais poderiam ficar para trás, nos despedimos da semana com este guia do suprassumo de estilo do urbanóide que desce a serra em busca do balneário perfeito.
Ilustração: Eduardo Hernandez