A etiqueta de um turista mais cool / Rue Charlot – Paris


Hoje vale abordar uma modalidade de turismo, podemos colocar assim, menos invasiva e mais agradável. Em um tom, digamos, quase ecológico.
Calcula-se hordas de turistas desenfreados se acotovelando em filas que adentram museus em busca de realização visual – rápida, insossa e sem charme algum – falando às alturas, tirando fotos com flash, passando na sua frente ou bufando atrás do pescoço forçando uma contagem obsessiva de compasso para que se consiga manter a distância necessária e absorver um pouco da arte em questão, tarefa insucessa de um olho no peixe outro no gato.

A algumas quadras dali, galerias de arte preparam acervo super criativo, fugindo do impregnado comercial, vazias (e gratuitas), discretas, ar condicionadas, com gente inteligente e, o melhor, super receptiva e com as melhores dicas da cidade.

É imprescindível visitar esses espaços e redescobrir a cidade, não deixe de conversar com os galeristas sobre a região, o artista, outros hot spots e peça uma sugestão de um lugar charmoso para almoçar. É o curioso e vivaz jeito de sentir a energia e já ir bancando o insider.

Em Paris, quase que por engano, descobrimos a Rue Charlot. É uma rua como qualquer outra em Paris. Se passássemos de carro, nem iríamos perceber. A calçada é diminuta, o que revela a discrição do burburinho. Em dias de abertura, os marchands se encontram com os artistas e a turma de lá, sipping from the flûtes. As galerias se espalham ao longo da rua e dentro de pequenas vilas, arte contemporânea em sua melhor forma, transformando esses espaços, borbulhando novas ideias, muita inspiração e certamente uma tarde deliciosa, sozinho ou acompanhado.
Lembrete:
1) Almoçar no Marché des Enfants Rouge, um antigo mercado charmoso do Marais, com longas mesas de madeira e forro de piquenique.
2) Seguir até a rua Saintonge, contínua às galerias.
Amei! Realmente delicioso!
Programa que farei muito em breve..
Alguma coisa sobre Londres/Lisboa?