


Sonhos jamais poderão ser emoldurados.
Desista de porta-retratos e abra as janelas.
Ilustração: Jez Burrows



Sonhos jamais poderão ser emoldurados.
Desista de porta-retratos e abra as janelas.
Ilustração: Jez Burrows





Afaste as cortinas, deixe entrar um pouco de luz.
Feixes que respeitam a geometria, aprenda com eles a se espalhar por onde puder. Experimente novas modalidades, chegou a hora de descobrir um hobbie diferente.
Ilustração Malene Landgreen






O ponto de vista é a maneira idiossincrática que cada um se percebe no mundo.
Buscar novas maneiras de utilizar as mesmices pode ser o transporte mais rápido para sair da rotina. E assim passar a conciliar tantas novidades para uma mesma trajetória.
Acenda suas luzes.
Ilustração: Valentin Ruhry


Overview de algumas imagens do canal EXPRESS do Pequi, recentemente.
Exposição, vernissage, lançamento de produto, première, festa e curiosidades imagéticas e auto-explicativas do que acontece hoje em São Paulo.






O universo conspira secretamente contra o produto pasteurizado. Prefira o design inspirador, embalagens que instigam a sua vontade de consumo, queira comer também com os olhos. A resposta do mercado precisa exigir mais repertório, mais ousadia e até mais humor.
Saia do quadrilátero.
Ilustração: The Official Manufacturing Company






Surge em cena mais um projeto publicitário moldado hermeticamente com o território artsy. Este modelo sem falhas que agrupa diversos nomes de peso representando plataformas distintas que viajam o globo trazendo destaque internacional para talentos locais (o que é especialmente louvável) e injetanto gás com artistas de fora que visitam o destino da vez: São Paulo.
A cidade vem, mais do que nunca, flanando entre as áreas da moda, música, arte e comportamento (MOMUCA), aberta a novos nomes em ascensão, lugares, investidores, jogadas publicitárias e servindo de stop-over no eixo de criatividade e tendências das maiores capitais em pungente realização.
The Creators Project, com apoio da revista Vice e processadores Intel, se instala em São Paulo no dia 14 de Agosto e abre espaço para um esperto time de artistas nacionais como Muti Randolph, Zegon, N.A.S.A e Emicida, como também as apresentações internacionais de Gang Gang Dance e Mark Ronson.
Se você não quer ficar fora dessa, responda os 5 itens abaixo em um e-mail AQUI com o assunto O PEQUI THE CREATORS PROJECT e concorra a um par de convites para The Creators Project em São Paulo. Os 5 vencedores serão sorteados no Twitter no dia 10 de Agosto, valendo apenas os e-mails contendo as 5 respostas corretas, nome completo e RG. Valendo!
1. Em qual cidade o artista brasileiro Muti Randolph já expôs no The Creators Project?
2. Qual faixa do Yuksek serviu de trilha para uma campanha da LACOSTE?
3. Qual foi o artista brasileiro que preparou perfomance ao vivo no último SPFW?
4. Como se chamava a galeria de arte que abriu anexa à loja de um desses estilistas brasileiros?
5. Qual diretor de cinema teve seu nome envolvido em um dos projetos da ABSOLUT Vodka?
O projeto mais legal do ano reúne simplesmente os melhores (e não são poucos) nomes do cenário artístico mundial. O time é espertíssimo e envolve design, música, noite, moda e comportamento, em vídeos bem editados que mostram brevemente o universo de cada um deles.
Com apoio da Vice e da Intel, o Creators Project está correndo as fronteiras do mundo e chega ao Brasil no dia 14 de Agosto com apresentação do Mark Ronson.
O projeto também envolve cabeças nacionais como Muti Randolph, Jun Nakao, CSS e as meninas da Amapô.





Voltando àquele assunto das galerias de arte espalhadas pelo mundo – Pequenos lugares bacanas com exposições e um breve sneak preview da vida local – A capital da Suíça, Zürich, tem uma área incrível insider do tipo escondida, programa imperdível em qualquer visita à cidade.
Afastada do centro turístico e da ostensiva Banhoffstrasse (aquela rua imponente de compras de luxo que você encontra exatamente reproduzida em qualquer cidade da Europa), mas a apenas alguns minutos de tram ou de carro, chegamos à Limmatstrasse. No antigo subúrbio da cidade, que nem sequer consta na maioria dos mapas, onde funcionavam antigas fábricas de fermentação de cerveja do século passado, logo ao lado do Viadukt e da Josefstrasse, de algumas lojas, cafés e restôs alternativos, deram lugar para novas galerias de arte contemporânea e o Complexo doLöwenbräu (Cervejaria, em alemão). Obras arquitetônicas que sozinhas já chamam atenção e agora, reutilizadas em ode à criatividade e a auto-expressão, resultaram em uma rua ainda rough, uma espécie de Berlim oriental artsy.
Vale percorrer a grande rua visitando as galerias de arte, matando a curiosidade pelos corredores de tijolo queimado, espiando os antigos estacionamentos de caminhões e sentindo a vibração da pungente cena artística e também noturna de Zürich, em especial a Galeria Mitterand-Sanz e a entrada misteriosa do clube noturno, que deve certamente abrir mais um parêntese nesse rápido overview friorento.
Gute Reise!


Hoje vale abordar uma modalidade de turismo, podemos colocar assim, menos invasiva e mais agradável. Em um tom, digamos, quase ecológico.
Calcula-se hordas de turistas desenfreados se acotovelando em filas que adentram museus em busca de realização visual – rápida, insossa e sem charme algum – falando às alturas, tirando fotos com flash, passando na sua frente ou bufando atrás do pescoço forçando uma contagem obsessiva de compasso para que se consiga manter a distância necessária e absorver um pouco da arte em questão, tarefa insucessa de um olho no peixe outro no gato.

A algumas quadras dali, galerias de arte preparam acervo super criativo, fugindo do impregnado comercial, vazias (e gratuitas), discretas, ar condicionadas, com gente inteligente e, o melhor, super receptiva e com as melhores dicas da cidade.

É imprescindível visitar esses espaços e redescobrir a cidade, não deixe de conversar com os galeristas sobre a região, o artista, outros hot spots e peça uma sugestão de um lugar charmoso para almoçar. É o curioso e vivaz jeito de sentir a energia e já ir bancando o insider.

Em Paris, quase que por engano, descobrimos a Rue Charlot. É uma rua como qualquer outra em Paris. Se passássemos de carro, nem iríamos perceber. A calçada é diminuta, o que revela a discrição do burburinho. Em dias de abertura, os marchands se encontram com os artistas e a turma de lá, sipping from the flûtes. As galerias se espalham ao longo da rua e dentro de pequenas vilas, arte contemporânea em sua melhor forma, transformando esses espaços, borbulhando novas ideias, muita inspiração e certamente uma tarde deliciosa, sozinho ou acompanhado.
Lembrete:
1) Almoçar no Marché des Enfants Rouge, um antigo mercado charmoso do Marais, com longas mesas de madeira e forro de piquenique.
2) Seguir até a rua Saintonge, contínua às galerias.





Em prol do bom discernimento visual para essa terça-feira, convoquemos uma pausa para relembrar alguns highlights de Rob Pruitt:
Artista americano que explodiu ao estrelato no final dos anos 80 / começo dos 90 com obras que fazem alusão à pop art, ao deboche, ao grosseiro e visceral, sem deixar de lado uma estética quase fofa e, ao mesmo tempo, com rastro de inacabada. Um quebra-cabeças, né?
Com o seu companheiro da época, Jack Early, Pruitt rodou algumas capitais com duas exposições cujo acervo rondava polêmica, “buffet de cocaína”, troncos amputados de jeans, túmulos bem pop (o que lhe rendeu o convite para participar da box “Artist Toys” da Visionaire) e, para todo o sempre, ladeado de muito neon.