Posts para a categoria ‘VIAGEM’

Limmatstrasse, Zürich





Voltando àquele assunto das galerias de arte espalhadas pelo mundo – Pequenos lugares bacanas com exposições e um breve sneak preview da vida local – A capital da Suíça, Zürich, tem uma área incrível insider do tipo escondida, programa imperdível em qualquer visita à cidade.

Afastada do centro turístico e da ostensiva Banhoffstrasse (aquela rua imponente de compras de luxo que você encontra exatamente reproduzida em qualquer cidade da Europa), mas a apenas alguns minutos de tram ou de carro, chegamos à Limmatstrasse. No antigo subúrbio da cidade, que nem sequer consta na maioria dos mapas, onde funcionavam antigas fábricas de fermentação de cerveja do século passado, logo ao lado do Viadukt e da Josefstrasse, de algumas lojas, cafés e restôs alternativos, deram lugar para novas galerias de arte contemporânea e o Complexo doLöwenbräu (Cervejaria, em alemão). Obras arquitetônicas que sozinhas já chamam atenção e agora, reutilizadas em ode à criatividade e a auto-expressão, resultaram em uma rua ainda rough, uma espécie de Berlim oriental artsy.

Vale percorrer a grande rua visitando as galerias de arte, matando a curiosidade pelos corredores de tijolo queimado, espiando os antigos estacionamentos de caminhões e sentindo a vibração da pungente cena artística e também noturna de Zürich, em especial a Galeria Mitterand-Sanz e a entrada misteriosa do clube noturno, que deve certamente abrir mais um parêntese nesse rápido overview friorento.

Gute Reise!

Postado em: 15 de julho de 2010
Categorias: ARTSY, VIAGEM
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Não existe lugar nenhum como Berlim






E, um dia, uma filha se chamará Berlim.

Ilustração: Matthias Heiderich

Postado em: 21 de junho de 2010
Categorias: PHOTO, VIAGEM
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A etiqueta de um turista mais cool / Rue Charlot – Paris


Hoje vale abordar uma modalidade de turismo, podemos colocar assim, menos invasiva e mais agradável. Em um tom, digamos, quase ecológico.

Calcula-se hordas de turistas desenfreados se acotovelando em filas que adentram museus em busca de realização visual – rápida, insossa e sem charme algum – falando às alturas, tirando fotos com flash, passando na sua frente ou bufando atrás do pescoço forçando uma contagem obsessiva de compasso para que se consiga manter a distância necessária e absorver um pouco da arte em questão, tarefa insucessa de um olho no peixe outro no gato.

A algumas quadras dali, galerias de arte preparam acervo super criativo, fugindo do impregnado comercial, vazias (e gratuitas), discretas, ar condicionadas, com gente inteligente e, o melhor, super receptiva e com as melhores dicas da cidade.

É imprescindível visitar esses espaços e redescobrir a cidade, não deixe de conversar com os galeristas sobre a região, o artista, outros hot spots e peça uma sugestão de um lugar charmoso para almoçar. É o curioso e vivaz jeito de sentir a energia e já ir bancando o insider.

Em Paris, quase que por engano, descobrimos a Rue Charlot. É uma rua como qualquer outra em Paris. Se passássemos de carro, nem iríamos perceber. A calçada é diminuta, o que revela a discrição do burburinho. Em dias de abertura, os marchands se encontram com os artistas e a turma de lá, sipping from the flûtes. As galerias se espalham ao longo da rua e dentro de pequenas vilas, arte contemporânea em sua melhor forma, transformando esses espaços, borbulhando novas ideias, muita inspiração e certamente uma tarde deliciosa, sozinho ou acompanhado.

Lembrete:

1) Almoçar no Marché des Enfants Rouge, um antigo mercado charmoso do Marais, com longas mesas de madeira e forro de piquenique.
2) Seguir até a rua Saintonge, contínua às galerias.

Postado em: 17 de junho de 2010
Categorias: ARTSY, VIAGEM
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EXPRESS, ZÜRICH

Enquanto isso, paralelamente, inputs instantâneos do Pequi no: EXPRESS.OPEQUI.COM

Postado em: 2 de junho de 2010
Categorias: ARTSY, VIAGEM
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Viadukt – Zürich, Suíça

Postado em: 31 de maio de 2010
Categorias: STYLIST, VIAGEM
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Viadukt, Zürich




Estou de passagem pela Europa e dessa vez conheci uma região de Zürich, na Suíça, que me chamou muito a atenção. A cidade já é, sozinha, uma ilha surpreendente onde me deparei com o design mais simples e tão eficaz em cada pequenino detalhe.

Vou me aprofundar mais sobre o Viadukt quando conseguir editar todas as fotos e vídeos que preparei ali, mas já posso adiantar que é uma reurbanização criativa super bacana que envolve restôs, cafés, street art, ateliês e lojas de roupas, artigos de decoração, eletrônicos e design: Tudo isso, ainda por cima, envolvendo um parque verde em uma área fora do circuito turístico mainstream e longe da famigerada Banhoffstrasse, a grande avenida das marcas de luxo (a preços bem mais caros que qualquer outra cidade europeia).

Esse e outros inputs você pode acompanhar com mais frequência no canal express do Pequi. E logo mais conto da minha descoberta de hoje, já em outra cidade, e em outro país.

Postado em: 17 de maio de 2010
Categorias: DESIGN, VIAGEM
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Guia de Paris – Parte 4

SOCIAL CLUB – A noite de Paris, como já é de conhecimento comum, não é lá das mais animadas do mundo. Salvo, claro, de tempos em tempos, as grandes noitadas inesquecíveis: Mais pela atitude e música, do que pelo espírito de folia em si. Se você tiver a sorte de estar na cidade nesse encontro de estações, provavelmente será no Social Club, QG dos afoitos party-clubbers de Paris que vão para lá exclusivamente pela música de ponta dos melhores DJ’s do mundo. Abuse das tendências.



HOTEL AMOUR – Quem ainda não percebeu que o tripé essencial de qualquer lugar é o espírito que ele evoca. O swing deve ser descompromissado, voltado para as artes, com apelo street-chique. Aberto sempre às experimentações, recebendo convidados que fazem do lugar a estação criativa da semana. Ali no Hotel Amour, além do quintal maravilhoso nas cercanias de Montmartre, lugar certeiro para um encontro diurno, o jardim é palco de intervenções muito legais como yard sale oriundas da Colette, carimbadas pelo selo Ed Banger e aclamada pelos rockers-in-between de todo o mundo.



ANDREA CREWS – O coletivo endeusado pela musa inspiradora de muitas marcas Maroussia Rebecq já foi esmiuçado um tanto por demais e, para evitar estragar toda essa aura, leia mais.


BUBBLE WOOD – Quem não gosta do mistureba MOMUCA? Moda, música, comportamento e arte, base do novo consumo de tendências ao redor do globo. Receita infalível entre artigos de decoração, livros, toy art e the best of das coleções multi-marcas. Quais lojas estão fazendo isso em São Paulo? O site é de-ba-bar.


MARCHÉ AUX PUCES DE SAINT-OUEN – Quando eu era criança, sempre ouvia essa expressão e imaginava que pulgas circenses eram vendidas de verdade. Muitos anos depois, um grande choque foi descobrir a derradeira estória sobre o mercado de pulgas. O que, de fato, não foi de forma alguma uma má notícia. Se perder pelos estreitos corredores do marché aux puces de Clignancourt em Paris se encaixa na categoria Faça Antes de Morrer. A quinquilharia absurda (mesmo!) é uma volta em zigue-zague por diversas décadas de muitos países, impregnada de história, o acervo é de empinar os pelinhos da nuca.

Continua…

Postado em: 5 de março de 2010
Categorias: VIAGEM
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Guia de Paris – Parte 3


SURFACE TO AIR – A matriz parisiense da loja acaba de ser reinaugurada em outro local com uma festa absurda com Busy P. e Justice, o lugar é super fresh, a marca é adorada pelo povo cool, a qualidade é ótima e os preços são bem mais amigáveis que a filial tupiniquim.


MUJI – Correndo contra a maré da obsessão japonesa com grifes, o MUJI lançou uma marca discretídissima, puxando exclusivamente para o design clean e funcional, entre papelaria, objetos úteis, roupas e decoração. Uma delícia necessária.


HOTEL COSTES – Entra ano e sai ano, o restaurante do Costes ainda consagra o topo da lista de lugares para ver, ser visto e encher a cara. Tipo o Spot dos franceses. Os drinks são ótimos. Depois do terceiro, tente encontrar o toalete em algum dos corredores, é divertidíssimo. Na volta, finalmente experimente um scargot.




L’IMPRIMERIE – Mistura esperta entre galeria, loja e ponto de encontro, a localização estratégica nos arredores do Pompidou encaixa o atalho entre visitantes e a turma do Marais, ligados em identidade visual. O espaço é patrocinado a cada vez por uma marca que cria intervenções flutuando entre arte, design, moda, música e comportamento: Os pilares desta década.



CITADIUM – Se você ainda não se engasgou fatalmente com o movimento new rave hyper colorful, aqui é o seu paraíso celestial. Agindo como um grand boulevard coolé, o espaço recebe diversas lojas multimarcas que seguram todas as marcas descoladas do planeta. A coleção é imensa entre sneakers, jaquetas, camisetas, bonés, livros e muitos e muitos acessórios. Dá para aproveitar com sucesso.


LA GRANDE ÉPICERIE DE PARIS – Se você gosta de visitar supermercado assim que põe o pé fora do Brasil, fica animado com a quantidade de produtos diferentes, frutas exóticas, queijos e embalagens quase mais gostosas que os próprios alimentos, este é o seu lugar de estar. O quarteirão reserva uma vasta gama de comidinhas e apetrechos culinários imperdíveis para qualquer gourmet.

O Guia de Paris completo está dividido em 5 partes, incluindo o artigo “Paris de Clássicos”, última edição que fecha a publicação do Guia.

Continua nos próximos dias…

Postado em: 24 de fevereiro de 2010
Categorias: VIAGEM
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Guia de Paris – Parte 2



MERCI – Essa loja-conceito pode parecer o céu, ao menos até um pouco antes de espiar a etiqueta de preço. Criada pelo casal a frente da marca infantil de luxo Bonpoint, a Merci une o melhor dos mundos quando o assunto é moda, decoração e lifestyle. Tudo da maneira mais sóbria e chique possível. Para arrematar, parte do lucro é revertido para ajudar as crianças do Madagascar. O café ainda conta com uma biblioteca gigantesca de um sem-número de livros e revistas, para passar muito tempo desejando viver ali.




MAMA SHELTER – Apesar da localização meio fora de mão (no 20º), o hotel Mama Shelter decorado por Philippe Starck ainda convence pelo design incrível, conforto e tarifação irrisória. É importante reservar com bastante antecedência, mas esse novo rumo cool&cheap merece meros e refestelações.



TOKYO EAT - Além do próprio Palais de Tokyo que sempre abriga diversas exposições interessantes e galerias, o restaurante também se encaixa naquele conceito de lugares flutuantes: Eles poderiam estar em qualquer lugar do mundo. A comida é uma fusão deliciosa entre a culinária francesa e asiática, o décor é sober-trendy e estar ali sempre dá aquela sensação parte do movimento jet-setter.


AIR DE PARIS – Simpática galeria de arte com exposições pop e moderninhas, multi-coloridas, do jeito que o diabo teenager gosta.


UNIQLO – Para resumo da ópera: Compre tudo o que eles fizerem. Avance. Ataque como um vândalo. Ame e idolatre. Assim como todo o resto do mundo. Os caras são bons mesmo. As gravatas são fininhas, as camisas-xadrez tem estampas absurdas, coletes, camisetas básicas, cuecas e ceroulas se caracterizam como imperdíveis.

Postado em: 18 de fevereiro de 2010
Categorias: ARTSY, BAR-RESTÔ, VIAGEM
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Guia de Paris – Parte 1

Poucos lugares no planeta ultrapassam a categoria de catálogo, e reinam absolutas no campo magnético dos indecifráveis. Paris é um deles. É impossível traçar a cara da cidade. Ela é imprevísivel e idiossincrática, instintiva. Por mais que ela venha impregnadíssima de predicados, cada nova estória ali nasce do zero. É a viagem experimental de cada um, aqui atalhadas pela doutrina do imperdível.

É bem de lembrar: Este pequeno guia de Paris (dividido em alguns artigos), dá a liga do crème de la crème da capital, saindo de bandinha do circuitão turístico e abrindo espaço para o seu lado mais contemporâneo e urbano, de alguma forma ainda bruto (e brutal) do cenário local de mãos dadas com alguns já conhecidos (e não menos interessantes) spots de Paris, dessa vez sem trivialidade e romance.


CENTQUATRE – Este vasto espaço de 39 mil metros quadrados acolhe diversos artistas tanto locais como internacionais, estabelecidos ou emergentes, que usam o espaço como campo de intervenções e residência, transformando arte em ação, assim, frente a frente do público.



KONG – Este é um destino que muita gente (se não todos) já conhece, e que vale a visita de qualquer forma. O clima é gringo, nada a ver com Paris inside, mas a vista vale a visita, vale os drinks e vale o pulo.



ESPACE KILIWATCH – Essa store-brechó é um dos meus lugares favoritos de Paris. Tudo pode ser encontrado ali, novo, velho ou semi-novo, de roupas a relógios (Nooka, inclusive) e livros, óculos, acessórios, acervo bem velho em um lugar super interessante na rua Tiquetonne, 64 (cujo nome eu também acho igualmente irreverente).



KUBE HOTEL – A arquitetura e o design formam um ambiente totalmente fantástico, seja pela entrada, no bar de gelo ou no restô, o Kube Hotel é sempre uma pedida extravagante para se hospedar ou ao menos tomar um drink.

Continua nos próximos dias…

Postado em: 17 de fevereiro de 2010
Categorias: ARTSY, BAR-RESTÔ, DESIGN, VIAGEM
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