O verdadeiro baile das misturebas
Na dança do movimento, às vezes olhamos o todo e, de repente, desgostamos. Vira uma situação carcerária interna, sôfrega, desilusória. Bate um vazio. Parece que a vida perdeu o passo, destrilhou. A coreografia não orna com a melodia, estamos definitivamente fazendo alguma coisa errada, acabando com a nossa saúde.
Hoje descobri a saída perfeita: Os pares. É preciso conectar esses com aqueles, essa cor com aquela, cada coisa na sua vez, por vez. De manhã, isso, assim, aquilo também. Depois, respire calmamente, quebre o carreirão, mastigue. Mais tarde, a outra coisa, uma só, lerda e lenta, bem feita, bonita de ver. Junte com ela, pela cintura, deslize-se, deslize-a.
Ilustração: Anja Mulder
Que bonito!! adorei a veia de poeta, e a combinação de imagens :) bjo
belas palavras. combinam com o tempo de agora.









