Guia de Paris – Parte 4

SOCIAL CLUB – A noite de Paris, como já é de conhecimento comum, não é lá das mais animadas do mundo. Salvo, claro, de tempos em tempos, as grandes noitadas inesquecíveis: Mais pela atitude e música, do que pelo espírito de folia em si. Se você tiver a sorte de estar na cidade nesse encontro de estações, provavelmente será no Social Club, QG dos afoitos party-clubbers de Paris que vão para lá exclusivamente pela música de ponta dos melhores DJ’s do mundo. Abuse das tendências.


HOTEL AMOUR – Quem ainda não percebeu que o tripé essencial de qualquer lugar é o espírito que ele evoca. O swing deve ser descompromissado, voltado para as artes, com apelo street-chique. Aberto sempre às experimentações, recebendo convidados que fazem do lugar a estação criativa da semana. Ali no Hotel Amour, além do quintal maravilhoso nas cercanias de Montmartre, lugar certeiro para um encontro diurno, o jardim é palco de intervenções muito legais como yard sale oriundas da Colette, carimbadas pelo selo Ed Banger e aclamada pelos rockers-in-between de todo o mundo.


ANDREA CREWS – O coletivo endeusado pela musa inspiradora de muitas marcas Maroussia Rebecq já foi esmiuçado um tanto por demais e, para evitar estragar toda essa aura, leia mais.

BUBBLE WOOD – Quem não gosta do mistureba MOMUCA? Moda, música, comportamento e arte, base do novo consumo de tendências ao redor do globo. Receita infalível entre artigos de decoração, livros, toy art e the best of das coleções multi-marcas. Quais lojas estão fazendo isso em São Paulo? O site é de-ba-bar.

MARCHÉ AUX PUCES DE SAINT-OUEN – Quando eu era criança, sempre ouvia essa expressão e imaginava que pulgas circenses eram vendidas de verdade. Muitos anos depois, um grande choque foi descobrir a derradeira estória sobre o mercado de pulgas. O que, de fato, não foi de forma alguma uma má notícia. Se perder pelos estreitos corredores do marché aux puces de Clignancourt em Paris se encaixa na categoria Faça Antes de Morrer. A quinquilharia absurda (mesmo!) é uma volta em zigue-zague por diversas décadas de muitos países, impregnada de história, o acervo é de empinar os pelinhos da nuca.
Continua…